No último carnaval, o Rochael e o Ivam, participantes do grupo de caminhada, realizaram um trekking de mais de 90km na região dos Kalungas, a norte da cidade de Cavalcante-GO.
Vejam o relato no site do Rochael clicando aqui:
GRUPO DE CAMINHADA BRASÍLIA - DF. Somos um Grupo aberto de praticantes de caminhadas, trilhas e outras atividades ao ar livre. Nos organizamos pela Internet por meio deste Blog e da Lista de Discussão indicada abaixo: http://groups.google.com.br/group/caminhadadf. E Nosso objetivo é contemplar e promover o cuidado com rios, cachoeiras, montanhas, passarinhos, árvores e flores. Além de confratenizar e fazer amigos.
05/03/2012
01/03/2012
Trekking ao Pico do Itambé - Topo do Sertão Mineiro
Trekking de travessia entre a Vila Capivari e Santo Antônio do Itambé.
Participaram: Aldem, Andrea, Danielle, Fabio, João, Marcondes, Renato, Teófilo, Ticiana
Com 2044 metros de altitude, O Pico do Itambé, também conhecido como "Teto do Sertão Mineiro", é o ponto culminante da Serra do Espinhaço e está protegido por um Parque Estadual de Minas Gerais. Este Parque foi o destino de uma visita do Grupo de Caminhadas de Brasilia no Carnaval de 2012 (19 a 21 de fevereiro).
Foto 1: Vista do Pico do Itambé
O grupo saiu de Brasilia em três levas diferentes: um carro na sexta de manhã, um carro e uma moto na sexta à tarde e uma moto mais à noitinha. O ponto de encontro foi o pequeno e pitoresco povoado de Capivari, que fica no sopé do Pico.
Atendendo ao costume local, nos distribuímos para dormir nas casas dos moradores, que buscam na hospedagem de turistas uma complementação de renda. Fomos muito bem recebidos no autentico estilo da hospitalidade mineira, com direito a muitas horas de boa prosa. Ficamos muito felizes de reencotrar o Salvador, que haviamos conhecido (Fabio e Andrea) em nossa primeira visita ao Itambé, 10 anos atrás.
Foto 2: Receptivo familar da Neném - ótima comida!
Na manhã do dia seguinte, iniciamos a caminhada. O objetivo do "trekking" foi subir o Pico do Itambé pela trilha de Capivari, dormir em seu topo e continuar pela trilha que desce para Santo Antônio do Itambé, retornando para Capivari pela trilha dos tropeiros, que passa ao sul da montanha. A caminhada iniciou-se de forma bem tranquila, por estradinhas de terra seguindo em direção à serra. Logo estávamos na trilha, subindo os vários platôs para vencer os quase 900 metros de desnível entre a base e o topo do Itambé. A vista começava a se ampliar, permitindo contemplar as outras serras ao redor.
Foto 3: Paisagem vista da subida ao Pico do Itambé
O trecho final até o cume foi árduo, com vários trechos de escalaminhada, exigindo bastante atenção e disposição de todos.
Foto 4: Trechos finais da subida.
Ao chegar ao topo, o grupo foi "presenteado" com um manto de névoa que obstruiu qualquer possibilidade de vista, seja do céu, seja das paisagens abaixo. Mas isso não tirou a animação de ninguém, principalmente de uma valente roda de prosa que esticou o papo até bem tarde, apesar do vento, da neblina e do friozinho de 15 graus celsius.
O outro dia ainda amanheceu dentro da nuvem. Então desarmamos o acampamento, chegamos ao cume para tirar fotos do grupo e de uma construção que está em ruínas, apesar de abrigar uma repetidora de telefonia celular. Seria um ótimo local para um abrigo de montanha....
Foto 5: Grupo no cume do Pico do Itambé - da esquerda para direita: Fabio, Andrea, Renato, Marcondes, Danielle, João, Ticiana, Aldem e Teófilo
A trilha de descida, ao contrário da do dia anterior, estava muito bem marcada e era de relevo muiiiito mais suave. Portanto, a caminhada foi bem tranquila montanha abaixo. Em algumas horas, chegamos à estradinha de terra que nos levou de volta a Santo Antônio do Itambé e a "civilização", com uma parada para um belo banho na cachoeira do Neném. Acabamos, por motivos vários, não realizando o retorno para Capivari pela trilha dos Tropeiros. Ou seja, temos um bom motivo para voltar a trilhar novamente por estas terras altas de Minas....
Vejam as fotos do Aldem aqui.
OBS: Solicite informações ao IEF Minas antes de qualquer atividade no Parque Estadual do Pico do Itambé, ou qualquer outro parque estadual mineiro. Atividades de travessia como a relatada nesta postagem necessitam de autorização prévia.
Participaram: Aldem, Andrea, Danielle, Fabio, João, Marcondes, Renato, Teófilo, Ticiana
Com 2044 metros de altitude, O Pico do Itambé, também conhecido como "Teto do Sertão Mineiro", é o ponto culminante da Serra do Espinhaço e está protegido por um Parque Estadual de Minas Gerais. Este Parque foi o destino de uma visita do Grupo de Caminhadas de Brasilia no Carnaval de 2012 (19 a 21 de fevereiro).
Foto 1: Vista do Pico do Itambé
O grupo saiu de Brasilia em três levas diferentes: um carro na sexta de manhã, um carro e uma moto na sexta à tarde e uma moto mais à noitinha. O ponto de encontro foi o pequeno e pitoresco povoado de Capivari, que fica no sopé do Pico.
Atendendo ao costume local, nos distribuímos para dormir nas casas dos moradores, que buscam na hospedagem de turistas uma complementação de renda. Fomos muito bem recebidos no autentico estilo da hospitalidade mineira, com direito a muitas horas de boa prosa. Ficamos muito felizes de reencotrar o Salvador, que haviamos conhecido (Fabio e Andrea) em nossa primeira visita ao Itambé, 10 anos atrás.
Foto 2: Receptivo familar da Neném - ótima comida!
Na manhã do dia seguinte, iniciamos a caminhada. O objetivo do "trekking" foi subir o Pico do Itambé pela trilha de Capivari, dormir em seu topo e continuar pela trilha que desce para Santo Antônio do Itambé, retornando para Capivari pela trilha dos tropeiros, que passa ao sul da montanha. A caminhada iniciou-se de forma bem tranquila, por estradinhas de terra seguindo em direção à serra. Logo estávamos na trilha, subindo os vários platôs para vencer os quase 900 metros de desnível entre a base e o topo do Itambé. A vista começava a se ampliar, permitindo contemplar as outras serras ao redor.
Foto 3: Paisagem vista da subida ao Pico do Itambé
O trecho final até o cume foi árduo, com vários trechos de escalaminhada, exigindo bastante atenção e disposição de todos.
Foto 4: Trechos finais da subida.
Ao chegar ao topo, o grupo foi "presenteado" com um manto de névoa que obstruiu qualquer possibilidade de vista, seja do céu, seja das paisagens abaixo. Mas isso não tirou a animação de ninguém, principalmente de uma valente roda de prosa que esticou o papo até bem tarde, apesar do vento, da neblina e do friozinho de 15 graus celsius.
O outro dia ainda amanheceu dentro da nuvem. Então desarmamos o acampamento, chegamos ao cume para tirar fotos do grupo e de uma construção que está em ruínas, apesar de abrigar uma repetidora de telefonia celular. Seria um ótimo local para um abrigo de montanha....
Foto 5: Grupo no cume do Pico do Itambé - da esquerda para direita: Fabio, Andrea, Renato, Marcondes, Danielle, João, Ticiana, Aldem e Teófilo
A trilha de descida, ao contrário da do dia anterior, estava muito bem marcada e era de relevo muiiiito mais suave. Portanto, a caminhada foi bem tranquila montanha abaixo. Em algumas horas, chegamos à estradinha de terra que nos levou de volta a Santo Antônio do Itambé e a "civilização", com uma parada para um belo banho na cachoeira do Neném. Acabamos, por motivos vários, não realizando o retorno para Capivari pela trilha dos Tropeiros. Ou seja, temos um bom motivo para voltar a trilhar novamente por estas terras altas de Minas....
Vejam as fotos do Aldem aqui.
OBS: Solicite informações ao IEF Minas antes de qualquer atividade no Parque Estadual do Pico do Itambé, ou qualquer outro parque estadual mineiro. Atividades de travessia como a relatada nesta postagem necessitam de autorização prévia.
06/02/2012
Duas belas montanhas em um fim de semana: P1414 e P1389
Nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2012, começamos a temporada desse ano de excursões aos cumes do Planalto Central. Nosso destino foram as duas belas montanhas ainda sem nome, que referenciamos provisoriamente como P1414 e P1389. Estão localizadas na borda do território dos Kalungas na porção norte da Chapada dos Veadeiros. Para quem ainda não está familiarizado, essas montanhas não foram balizadas pela população local e nem pelos cartógrafos do IBGE. Sendo assim, temos o costume de chamá-las pelas altitudes que elas têm em relação o nível do mar. Neste caso, uma tem 1414 metros e a outra 1389. Aí estão elas:
P 1414
P1389
Saímos no sábado às 6h30 da Toca da Coruja rumo à Cavalcante. Formamos um grupo de 4 pessoas: Andrea, Fabio, Ernesto e Orlando. A estrada até Teresina de Goiás está em péssimo estado. Buracos e mais buracos. Passamos por Cavalcante e seguimos na estrada em direção ao Engenho II. O objetivo do dia foi subir o P1414 localizado a cerca de 15 km do Engenho. Deixamos o carro em uma fazenda próxima à montanha, pegamos nossas mochilas de ataque e pé na trilha.
Caminhamos cerca de 3km por trilhas de gado, cruzamos uma vereda e campos encharcados até a base do morro. A partir de então, duas horas e meia de vara mato e trepa pedra até chegar no cume. A ralação foi compensada pela vista que tivemos do cume. Avistamos dois ícones da Chapada dos Veadeiros: o Dedo do Moleque, nosso velho conhecido, no Vão do Moleque e o P1091, no vão do Almas. Lembramos das lindas e quentes paisagens do Triângulo dos Kalungas.
Dedo do Moleque
Descemos em cerca de 1hora e meia e voltamos em tempo de montar o acampamento num campsite perfeito, tomar um bom banho num córrego de águas cristalinas e ainda curtir um pôr do sol maravilhoso com boa conversa. Bão demais!! As fotos falam por si mesmas.
Ernesto no momento relax.
Elaborado por: Andrea Zimmermann
P 1414
P1389
Saímos no sábado às 6h30 da Toca da Coruja rumo à Cavalcante. Formamos um grupo de 4 pessoas: Andrea, Fabio, Ernesto e Orlando. A estrada até Teresina de Goiás está em péssimo estado. Buracos e mais buracos. Passamos por Cavalcante e seguimos na estrada em direção ao Engenho II. O objetivo do dia foi subir o P1414 localizado a cerca de 15 km do Engenho. Deixamos o carro em uma fazenda próxima à montanha, pegamos nossas mochilas de ataque e pé na trilha.
Caminhamos cerca de 3km por trilhas de gado, cruzamos uma vereda e campos encharcados até a base do morro. A partir de então, duas horas e meia de vara mato e trepa pedra até chegar no cume. A ralação foi compensada pela vista que tivemos do cume. Avistamos dois ícones da Chapada dos Veadeiros: o Dedo do Moleque, nosso velho conhecido, no Vão do Moleque e o P1091, no vão do Almas. Lembramos das lindas e quentes paisagens do Triângulo dos Kalungas.
Dedo do Moleque
Descemos em cerca de 1hora e meia e voltamos em tempo de montar o acampamento num campsite perfeito, tomar um bom banho num córrego de águas cristalinas e ainda curtir um pôr do sol maravilhoso com boa conversa. Bão demais!! As fotos falam por si mesmas.
No dia seguinte, partimos para o P1389. Fizeram o ataque ao cume somente Orlando e Ernesto, pois Andrea estava com o joelho machucado e o Fabio ficou fazendo companhia na base. A ascensão foi tranquila com vara mato e trepa pedra. Infelizmente, esses morros não têm trilha de acesso ao cume porque não são quase nunca visitados. A cultura do montanhismo ainda precisa ser cultivada no Planalto Central. Em cerca de 1hora, eles chegaram ao cume. Fizemos contatos por rádio e descobrimos que o livro de cume estava repleto de formigas, queimado, totalmente danificado. A descida durou aproximadamente 40 minutos.
A caminho do P1389
Ernesto e Orlando no cume do P1389
Na volta para casa, paramos para comer uma deliciosa pizza na Oca Lila em Alto Paraíso. Celabramos as ascensões, o ótimo tempo, o contato com os amigos, a vida ao ar livre. Uma ótima combinação: ralação e curtição na medida certa!
Da erquerda para direita: Orlando, Fabio, Andrea e Ernesto
Elaborado por: Andrea Zimmermann
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